Morra, IE 6!
Depois de um bom tempo sem trabalhar com web design, recebi no fim do ano passado uma proposta para, entre outras coisas, desenvolver um hotsite para um projeto social de uma grande empresa. Topei na hora, porque vi ali uma ótima oportunidade de retomar meus conhecimentos nessa área (e também estava desempregado, não podia recusar o trabalho por causa do site).
Um dos motivos pelo qual mantinha certa distância do web design é o excesso de problemas técnicos que envolvem a área: é necessário levar em conta resolução da tela, compatibilidade de navegador, suporte a plugin etc, etc, etc. Em toda área do design há essa dor de cabeça das questões técnicas, mas sempre achei que no web design isso acontecia num grau bem maior.
Um dos preceitos mais importantes do web design atual é que o site deve ser visualizado corretamente em qualquer navegador, e não aquela coisa muito comum antigamente: “este site é melhor visualizado em Internet Explorer 5.0, 800 x 600”. Quando finalizei o site (com vários acréscimos de última hora que me fizeram varar a noite pra terminar no prazo), ele já havia sido testado nos 5 navegadores principais: Firefox, Internet Explorer, Chrome, Opera e Safari. Em todos eles, tudo foi visualizado perfeitamente, com diferenças mínimas de um pra outro. Tudo certo, ok? Agora era só questão de apresentar, entregar o projeto e descansar. Ha-ha.
Eis que esta tarde recebo uma ligação do Rio, onde estava acontecendo a apresentação do site, e me comunicam que não estavam conseguindo visualiza-lo corretamente, que o layout estava todo bagunçado. Tentando descobrir a causa do problema, pergunto ao meu interlocutor qual browser estava sendo usado: Internet Explorer. Qual versão? 6. Só conseguir pensar em uma coisa: puta que pariu!
Subestimei esse maldito browser. Havia testado o site na versão 7, não na 6. Descobri depois que algo em torno de incríveis 30% dos usuários ainda o utilizam. Imagine, é como se todo mundo pudesse ter Porsche, Ferrari e Jaguar DE GRAÇA, mas preferisse ficar com um velho Fiat 147 caindo aos pedaços. Pode parecer exagero, mas quem trabalha com web, acaba criando 2 sites em 1: um pra funcionar nos browsers em geral e um pra funcionar só no IE 6, já que a programação que vale basicamente para TODOS os outros não vale para ele.
Resultado, tive que procurar o IE 6 pra instalar no meu computador – shit! – pra me certificar que o site funcionará corretamente naquele lixo depois de fazer as devidas alterações (leia-se: hacks no CSS) . Quando mandei no Google “IE 6”, e nada mais, qual foi meu espanto ao ver que não estava sozinho no mundo em minha ira em relação ao velho e nada bom navegador da Microsoft:
http://meiobit.pop.com.br/meio-bit/internet/morte-ao-ie-6
http://tableless.com.br/a-internet-tem-que-avancar-sem-o-ie6
http://www.akitaonrails.com/2009/1/5/off-topic-abaixo-ie-6
Fora estes sites relacionados, em campanha aberta pelo fim dessa praga. Uns mais bem humorados, outros polidos e outros igualmente raivosos, como eu:
http://tecnocracia.com.br/arquivos/echo-ie6-devnull
http://imasters.uol.com.br/crossbrowser/pt-br/
Então, caso você esteja usando esta peça de museu em seu computador, faça um favor para todos os desenvolvedores web e para você mesmo e se livre do IE 6 de uma vez por todas. Você precisa se desapegar e seguir adiante. Pra dar uma força, aí vai uma lista dos principais navegadores atuais. Todos são infinitamente mais seguros, de graça, então porque ficar preso a 2001?
Firefox – principal concorrente do IE, é pequeno (míseros 7MB o instalador), altamente personalizável. Pode-se adicionar desde uma variedade de mecanismos de busca, passando por skins e gerenciadores de download até emuladores de video-game.
Internet Explorer 7 – se você faz questão de continuar usando o IE, as versões mais recentes são muito melhores, especialmente para desenvolvedores web. Caso decida pela nova versão 8, você poderá passar tranquilamente pelo menos os próximos 5 anos sem ninguém suplicando que abandone o seu navegador medonho.
Chrome – navegador do Google. Simplicidade é a idéia por trás dele. Pequeno e leve, promete uma navegação mais rápida que a de seus concorrentes. Também oferece o recurso de private browsing, isto é, navegação privada, na qual o programa não armazena nenhum registro dos sites visitados, ideal pra você acessar aqueles sites pornôs na miúda, sem ninguém descobrir depois – se te derem o flagrante, problema seu, se salvar no desktop aquelas fotos, também é problema seu.
Safari – navegador da Apple, presente nos Macs, iPods Touch e iPhones, também disponível para Windows. Apresenta algumas frescuras, como o Cover Flow do iTunes. Mas não suporta complementos como o Firefox, e é o único que não oferece suporte ao português. Também oferece private browsing (pornô…). Curiosamente, a interface da versão 4 para Windows ficou parecendo algo entre IE 7 com Firefox. Quem diria…
Opera – não é meu favorito, mas faz o serviço direito e bate o IE 6 com folga (muuuuita folga). Tem recursos interessantes, como skins e o Speed Dial, que permite que o usuário coloque até 9 favoritos na página principal. Oferece suporte a complementos, como o Firefox e ainda tem uma versão para smartphones.
E ainda não acredito que vou ter que instalar o IE 6 no meu computador…
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- Published:
- Março 12, 2009 / 10:49 pm
- Category:
- morra ie 6, nada
- Tags:
- nada
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